As sete regras dos limites

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O título do post é certamente para chamar sua atenção. Colocar limites é sim uma coisa difícil, para quem apresenta o limite e para quem recebe e por vezes pode ser desconfortável. Para os pais, estar em contato com todos os sentimentos que podem surgir em uma criança que recebe algo contrário ao que ela deseja, pode ser difícil, ruim e em alguns causa até uma espécie de pânico e fuga. E é aqui que mora o perigo. O medo de enfrentar uma criança zangada, desolada e inconsolável pode fazer nós, pais e educadores, fugir dessas situações e perder excelentes oportunidades de ensinar e proteger nossas crianças. Além desta dificuldade há outra igualmente frequente quando falamos em limites. Não é possível ensinar sobre limites se não tivermos eles presentes nas nossas vidas, se não os conhecermos e se não apresentarmos eles como parte do cotidiano. Essa é sem dúvida uma ferramenta poderosíssima para ensinar sobre limites às crianças, e é fundamental para que as crianças se desenvolvam de maneira saudável. Depois de explicar sobre isso, podemos sim falar de pontos que são importantes em relação aos limites e que claro, você deve adaptar ao seu contexto, a sua natureza e a natureza dos seus filhos.

Os limites precisam ser:

-Logo: Assim que se observe algum comportamento que possa colocar a criança em risco e que não lhe parece adequado.

-Antes: Você pode prever que algo perigoso ou negativo pode acontecer e de maneira gentil comunicar à criança sobre isso e evitar que aconteça. Evitar um comportamento, em algumas circunstâncias, pode ser mais efetivo do que corrigir depois que aconteça.

-Sempre: O fato da criança conseguir aceitar um limite  e desistir de um comportamento que possa parecer inadequado uma vez, não significa que não volte a repeti-lo. Crianças são curiosas e persistentes (ainda que são), e por isso você precisa ensinar a mesma coisa quantas vezes forem necessárias.

-Consistentemente: É inútil o pai deixar a criança comer bolo de chocolate na hora do jantar e  a mãe dizer que não pode. Acordos entre os responsáveis são fundamentais.

-Com calma: Quando o adulto grita com a criança para impor limite, o cérebro da criança ativa uma área que não é a de compreender e aprender sobre o que tá sendo “ensinado” Logo, os gritos inutilizam a criança de aprender. E se ela aceitar o limite, certamente será por medo por que essa foi a resposta que o cérebro ativou.

-Com confiança: Se há uma relação de vínculo seguro entre adulto e criança, certamente será mais fácil de haver cooperação.

-Com carinho: Quando o limite é apresentado de maneira gentil e carinhosa, a criança entende que não é algo contra ela e sim uma regra que se deve cumprir e que tem importância.

Ana Flora Medeiros

Psicóloga Parental

Especilista em Neuropsicologia

Pós-graduada em Parentalidade Positiva

Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento

 

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