VAMOS QUEBRAR O CICLO DA VIOLÊNCIA?

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Precisamos falar sobre a palmada, e não, isso não é um tema óbvio que todo mundo já sabe. Talvez aqui na “bolha da internet” que eu e você pertencemos isso já seja repetitivo. Mas ainda há muita gente que precisa ouvir e ler sobre o assunto. As pessoas que usam da “palmada educativa” não batem por que querem educar e sim por que os recursos acabaram. E eu nem tô falando nesse post do espancamento que tem mesmo a intenção de machucar (embora esse precise ser amplamente discutido também) .Tô falando daquela que na maioria das vezes dói mais em que bateu do que em quem levou. Aquela palmadinha que as pessoas dão na mão pra dizer que “bater é feio”. Sabe?

Então, o primeiro problema é que se bater ” é feio” – embora não seja esse exatamente o motivo de que não se deve bater – não devemos ensinar sobre isso batendo. Segundo, ninguém merece apanhar, ser agredido ou se sentir assim. Terceiro que o discurso “eu apanhei e tô muito bem” não é válido por que não tá tudo bem apanhar e naturalizar qualquer tipo de violência. Crianças são seres humanos que precisam de respeito.

Precisamos acabar com a crença de que há algum tipo de violência que é aceitável e que existe uma que não machuca. Não é! Nenhum tipo é. Já existem várias pesquisas que indicam as consequências negativas da chamada por alguns de “palmada educativa”. Bater como recurso de educação vai ser sempre sinônimo de intolerância, esgotamento, frustração, medo … E se já aconteceu, se bateu…não invista em justificativas. Invista em buscar ajuda, recursos, em cuidar de você. Pratique o perdão consigo mesmo e siga adiante em busca de melhoria. Quer aprender algumas alternativas a palmada?

  1. Cuide de você! Trabalhe autorregulação, busque sua rede de apoio e invista em sua saúde emocional. Se você não faz parte do time que acredita que bater resolve e ensina a criança a ter um comportamento adequado, significa que você faz isso por que perde o controle. Então a alternativa neste caso é cuidar de você. A primeira regra da Parentalidade Positiva é “Pais Felizes = Filhos Felizes”. Não esqueça disso.
  2. Se você faz parte do time que acredita que bater ensina e educa, talvez esteja na hora de ler sobre as consequências negativas disto. Leia esse estudo (AQUI) e reflita um pouco.
  3. Trabelhe o vínculo e uma relação segura e saudável com seu filho. É a partir disso que você conseguirá cooperação dele em relação aos comportamentos adequados.
  4. Procure entender sobre a etapa de desenvolvimento do seu filho e compreenda que quando a criança bate não significa que ela é “mal criada”. Em determinadas idades o bater acaba sendo uma maneira de manifestar a frustração e a criança precisa ser ensinada a expressar disso verbalmente e de uma maneira adequada. Ensine sobre emoções.
  5. Busque alternativas ao autoritarismo e a permissividade. A criança não precisa apanhar por que fez algo errado e se fez algo errado precisa aprender sobre o certo. Não desvalorize só por que ela é criança, achar que ela não tem capacidade de aprender é engano e nem acredite que ela é RUIM.

 

Ana Flora Medeiros

Psicóloga Parental

Pós graduada em Parentalidade Positiva

Especialista em Neuropsicologia

Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento

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