E O TEMPO PARA OS NOSSOS FILHOS? ONDE ESTÁ?

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Não está assinado em nenhum contrato a quantidade de tempo que passamos ou que precisamos passar com nossos filhos. A gente sabe exatamente o tempo que passa trabalhando ou o que passa estudando, ainda sabe o tempo que precisa pra dar conta da casa todos os dias, o tempo que gasta-se no trânsito…

Mas e o tempo que passamos com os filhos?

Esse não vem pré-determinado em lugar algum.

Bem que podia vir no final da tarefa de matemática a seguinte frase “agora tens tempo livre para ficar com os pais”, ou ainda ao final do contrato de trabalho “trabalhas até as 18:00 e depois fica com os filhos”. Mas, muitas vezes, não há tempo.

Não há tempo para conversarmos por que precisamos nos vestir logo para sair de casa, não há tempo para brincar por que o jantar precisa ser feito e a roupa lavada. De repente, quando abrimos os olhos um determinado dia percebemos que se passou metade do ano. E o plano de dedicar mais tempo as crianças continua nas metas para 2018 mas ainda não saiu no planner, por que afinal de contas estamos dando nosso melhor…a melhor escola, a melhor viagem, o melhor tablet, a melhor assinatura de TV, as melhores roupas e os melhores brinquedos. E isso custa!

Não tenho dúvidas que o esforço é grande. Mas o esforço precisa ser grande para aquilo que realmente importa. E talvez a escola, a viagem, a tecnologia e a roupa seja importante mesmo para você…mas o tempo, ah o tempo importa pra ELES (os filhos). O tempo é valioso e é sinônimo de amor. É quando damos nosso tempo, nos doamos genuinamente, que o vínculo com nossos filhos é criado. Dizer que são nossos filhos ou que nasceu de nós não nos garante nada e nem garante relação de vínculo.

É preciso construirmos uma relação de significado. E isso será construído quando tomarmos a decisão do que importa, do que é prioridade e do que tem valor para nós e “trabalharmos” para isso.  E quer saber? Na maioria das vezes você não precisa abrir mão de muitas coisas. Somente do 40 minutos que gasta no celular quando chega em casa, ou talvez decidir deixar a sala bagunçada por mais um dia ou as roupas sujas pra depois e quem sabe comer uma comida requentada hoje.

 

Então me conta aqui… o que tem feito com o tempo por aí?

 

Ana Flora Medeiros

Psicóloga Parental

Pós graduada em Parentalidade Positiva

Especialista em Neuropsicologia

Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra

 

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