Sobre os “lados” do nosso cérebro

Antes de ler este post peço que clique AQUI para assistir a um vídeo ilustrativo que vai te fazer compreender melhor o que eu falo adiante.

 

A ideia do vídeo é mostrar à vocês como funcionam os  dois “lados” (direito e esquerdo) do nosso cérebro e o que precisamos fazer pra integrar esses dois lados a favor da nossa autorregulação.

 

Há quem diga até agora que o cérebro tem duas personalidades hehehe… a do lado direito direito e a do lado esquerdo. Nós, da comunidade científica, chamamos de hemisfério direito e hemisfério esquerdo. O esquerdo adora e precisa de ordem. É o lado lógico, linguístico, linear. O direito não importa-se com ordem  e gosta da linguagem não-verbal…ele é especialista em imagens, emoções, experiências. É o nosso lado mais intuitivo e emocional.  É como se o lado esquerdo se importasse com a LEI e o direito com ESPÍRITO dessa lei. O esquerdo está concentrado no texto e o direito no contexto. Portanto, uma das ferramentas para autorregulação, para vivermos uma vida equilibrada, com sentido e relações saudáveis é conseguirmos fazer a integração entre esses dois lados do cérebro (o que acontece no final do vídeo), e enquanto pais ensinarmos nossas crianças a fazê-lo também. Até três anos a criança tem predominância do lado direito e precisa ser ensinada a fazer essa integração.

Precisamos usar a lógica para expressarmos nossas emoções e quando integramos os dois lados do cérebro não nos aproximamos em demasia nem da extremidade da razão e nem da extremidade do caos. Conseguimos equilíbrio emocional e ensinar isso aos nossos filhos pode ser crucial para criarmos crianças saudáveis.

Exemplo para aplicação da parentalidade: Certo dia, Bia (3 anos) – que adorava ir à escola – adoeceu e foi preciso que seu pai a fosse buscar mais cedo neste dia. Ao receber a notícia que a filha estava doente o pai prontamente chegou à escola pra buscá-la. Dois dias se passaram, Bia melhorou e a partir de então ficou assustada em ir à escola, chorava em casa pra ir, resistia e ficava aos prantos agarrada ao seu pai sem querer deixá-lo.

Resolução: Bia, ainda com o lado direito sendo dominante e numa crise de caos emocional com medo, angústia de separação, associado a doença a escola precisa de ajudar pra integrar o lado esquerdo (lógico) nesta situação. O que o pai de Bia precisa fazer é ajuda-la a contar a história do que aconteceu naquele dia em que ela adoeceu, lembrando detalhes, colocando-os em ordem desde o momento em que acordou até o momento em que o pai a foi buscar na escola e atribuindo palavras às emoções. Depois ajuda-la a fazer associações da escola com as coisas que Bia gosta.  Ao ordenarmos os pormenores possibilitamos a criança a compreender o que sentia em cada momento, relembrar o gosto pela escola (neste caso) e saber que conta com adultos que a ajudam a compreender o que sente.

 

Ana Flora Medeiros

Educadora Parental em Parentalidade Positiva

Psicóloga

Especialista em Neuropsicologia

Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento

 

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