O que é REDE DE APOIO na PARENTALIDADE? E como ela pode te ajudar a promover AUTORREGULAÇÃO?

Esse artigo é especialmente para mulheres e MÃES.

A REDE DE APOIO na PARENTALIDADE nada mais é do que pessoas ou instituições que você conta para dividir cuidados e responsabilidades com seus filhos.

Por muitos anos existiu a concepção de que as mulheres precisariam dar conta de TUDO e SOZINHAS. Esses SUPER SERES, precisavam tomar conta dos filhos, da casa, do marido, de outros familiares e do trabalho. E é fato que muitas mulheres conseguiam e conseguem exercer todas essas funções. Porém, uma hora ou outra, é certo que essa pessoa entrará em colapso, ficará sobrecarregada por tantas demandas e terá muita dificuldade em sentir prazer nas atividades que realiza e ter qualidade nas relações.

Eu sei também que muitas mulheres não dão conta de tudo isso sozinhas e que conquistaram o APOIO e a DIVISÃO dessas responsabilidades com seus companheiros ou com outros membros da família. E isso é uma conquista MARAVILHOSA. Porém, a minha intenção nesse artigo é falar pra você que NÃO CONSEGUE IDENTIFICAR A SUA REDE APOIO OU QUE PRECISA DE AJUDA PARA ACEITÁ-LA.

Quando a criança nasce, após o período de afastamento das atividades, normalmente feito pela mãe, é preciso tomar a seguinte decisão “QUEM CUIDARÁ DO MEU FILHO PARA QUE EU RETOME MINHAS ATIVIDADES E VOLTE A EXERCER MEUS OUTROS PAPÉIS SOCIAIS?” Muitas mães optam por manter a criança em casa aos seus cuidados, por sentirem inseguranças em compartilhar os cuidados da pessoa mais importante da sua vida, com outras. Meu objetivo não é dizer a você qual escolha você deverá fazer, essa decisão cabe a cada família. Se a sua escolha for contar com terceiros para cuidar do seu filho enquanto você precisa se ausentar, mesmo que por poucas horas, terá que decidir entre funcionários em casa, creches/escolas ou ainda algum familiar. Caso a escolha seja você mesmo cuidar da criança integralmente, AINDA ASSIM VOCÊ PRECISARÁ DE UMA REDE DE APOIO, MESMO QUE POR POUCO TEMPO E POUCAS VEZES NA SEMANA.

Permitir que outras pessoas façam parte das relações da criança, criem vínculos com ela e exerçam influência na maneira que ela é educada É UM GRANDE DESAFIO. E eu te digo, com toda certeza, QUE ISSO É NECESSÁRIO PARA O BEM ESTAR DE TODOS OS MEMBROS DA FAMÍLIA. Pedir ajuda, é necessário. E aceitá-la da forma como ela vier, também.  Então deixa eu te contar como sua rede de apoio pode ser formada…

…Em um mundo ideal, a primeira pessoa que DEVERIA dividir responsabilidades com a mãe, SERIA O PAI. E veja, eu não estou falando de AJUDA. Estou me referindo a um compartilhamento de compromissos, cuidados e responsabilidades que cabe a cada genitor. Mas, como eu sei que no mundo REAL isso muitas vezes não acontece, precisamos identificar quem são as pessoas disponíveis a te ajudar.

Algumas famílias contam então, além das instituições e/ou funcionários, com familiares. Avós, tios, ou  quem estiver ao ser redor que tenha uma relação de afeto com a criança e com você poderá fazer parte da sua REDE DE APOIO. A grande questão para essa REDE DE APOIO ser formada é você, mãe, se permitir que ela aconteça. Por isso, precisamos nos autorizar a receber a ajuda da forma como ela chega até nós. Permita que o pai da criança cuide dela, da maneira que ele sabe, mesmo que não seja a maneira que você gostaria que fosse. Permita que os avós fiquem com a criança aos finais de semana, da forma que eles querem e que sabem. Permita que outras pessoas criem vínculos com seus filhos, que cuidem, que amem e que eduquem também.

É através da sua rede de apoio que você poderá encontrar espaço para renovar suas energias, para cuidar de você mesmo e criar possibilidades para desenvolver AUTORREGULAÇÃO. Ser uma mãe mais serena e inspiradora exige autocuidado. Tire da cabeça a ideia que deixar a criança aos cuidados de outras pessoas para que você realize uma atividade prazerosa, ou simplesmente aproveite umas horas para dormir, é uma atitude egoísta. Contar com sua rede de apoio, identificá-la e aceitá-la para que você exerça seus outros papéis sociais e sinta-se realizada é um compromisso com seu filho e com você mesma.

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Ana Flora Medeiros

Acolhedora de Pais

Orientadora Parental

Psicóloga

Especialista em Neuropsicologia

Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento

 

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