É normal sentir-me enraivecido com meus filhos? Sou uma péssima mãe ou pai por isso?

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Precisamos falar sobre os sentimentos que surgem quando somos pais  e que trazem imensa culpa ou nos fazem achar que somos péssimos seres humanos.

Sentir raiva é algo comum aos pais, e até natural. Mas se isso é comum por que o sentimento geralmente vem acompanhado de tanta culpa?

A tendência é interpretar a raiva como uma emoção indesejável e inapropriada. Mas é importante entender que não existem emoções boas ou más, todas são funcionais. Apesar de ter potencial destrutivo, a raiva, quando elaborada, pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades fundamentais tanto para os pais, quanto para a criança. A percepção de que é preciso mudar estratégias na relação com nossos filhos pode surgir depois de uma situação em que esses sentimentos surgem.

Para que esse sentimento seja funcional e leve ao amadurecimento, é preciso que ele acenda um sinal de alerta interno – a raiva não deve ser ignorada. Posteriormente, vale refletir sobre o que despertou o sentimento. Um determinado comportamento da criança ou adolescente pode, de fato, deixar os pais bastante contrariados. Mas não é incomum que uma insatisfação pessoal leve o pai ou a mãe a gerarem um conflito com os filhos sem que as crianças tenham provocado uma reação tão intensa. Preocupações, medos, mágoas, pressões externas e internas ao lar podem influenciar na resposta dos adultos. Muitos pais vivem constantemente contidos, sempre a ponto de explodir.

O que devo fazer para tornar esse sentimento funcional e não passar do limite?

Seja qual o motivo que faça você sentir raiva é importante EVITAR o confronto com o filho neste momento. Se você perceber que está prestes a perder o controle sobre suas atitudes, NÃO É MOMENTO DE CONVERSAR OU INTERVIR COM A CRIANÇA. O melhor a fazer é se afastar e retomar quando estiver mais calmo. A chance de ser assertivo no momento da raiva é pequena. No dia a dia, ter a calma necessária para respirar fundo e simplesmente tirar o time de campo pode ser um pouco complicado.  Nesses momentos é fundamental lembrar que, na relação entre pais e filhos, nós somos os adultos. E para conseguirmos exercer esse papel precisamos buscar recursos que nos capacitem a enfrentar a situação de maneira positiva. E se a situação saiu do seu controle e houve uma explosão, é importante voltar atrás, explicar o que aconteceu e juntos compreenderem ambos se sentiram. As desculpas são sempre bem vindas e assumir os sentimentos para a criança é muito importante, pois é uma forma de os seus sentimentos não se confundirem com os dela. Dar nome as emoções ajuda a criança entender o que e como ela se sente.

 

Ana Flora Medeiros

Acolhedora de Pais

Educadora Patental

Psicóloga

Especialista em Neuropsicologia

Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento

 

 

 

 

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